Semear,
regar
e colher:
artes, agroecologias e territórios
Escola Cazumbá
Uma escola de encontros entre arte, agroecologia e território.
A Escola Cazumbá reúne oficinas, conversas e experiências presenciais e online com pessoas que criam com o corpo, as imagens, a palavra e a terra. Sua programação se forma a cada convite, em diálogo com artistas, trabalhadores, mestres de ofício, comunidades locais e amadores de muitas práticas.
Uma escola em movimento
Escola é nome que vacila. Do grego, scholē, encarnava o lazer, o ócio, o brincar. O latim fez dela schola, lugar de conferenciar. Do português brasileiro, podemos dar uma volta e transformar em es-cola: aquilo que se desfaz da cola, da presa; ou que se aproxima de escolha, buscando colher do semeado.
Comer as linguagens, agitá-las nas entranhas e devolvê-las ao mundo transformadas é um gesto que se alia ao que o educador Luiz Rufino chamou de pedagogia das encruzilhadas, encabeçada pelos cruzos e marafos de Exu, Elegbara, a boca que tudo come.
Aqui, convocamos Cazumbá para o jogo. Criatura fronteiriça, não binária, que vagueia entre o mundo visível e o invisível, ponte entre o bicho homem, os animais e a mata, Cazumbá é força que nasce de dentro de tudo que é vivo. É Cazumbá quem dá o tom da nossa festança: brinca, provoca e existe no encontro com a diferença.
O que nos reúne
Queremos abrir uma roda de troca de saberes e construção partilhada de processos e projetos. Nela, a arte encontra o cultivo, os ofícios, a memória dos lugares e os modos de viver que nascem do contato cotidiano com a terra.
O que consideramos arte, e quem participa dessa escolha? O que aprendemos com gestos de plantar, cozinhar, construir, cuidar, narrar e celebrar? Como os saberes tradicionais e as práticas de trabalho podem nos ajudar a imaginar uma educação popular voltada para o futuro que queremos?
São perguntas para serem vividas em companhia. Cada encontro pode aproximar pessoas que habitam um território e pessoas que chegam a ele; artistas e amadores do corpo e da terra; experiências de criação, trabalho e aprendizagem que raramente ocupam a mesma sala.
Como a escola acontece
A Escola Cazumbá é idealizada e articulada por Larissa Figueiredo. Sua composição muda conforme cada proposta: convidamos pessoas e grupos para criar e conduzir oficinas, rodas de conversa, práticas e encontros pontuais, presenciais ou online.
Oficinas
Rodas de conversa
Práticas
Encontros pontuais
Quando trabalhamos com comunidades locais, buscamos construir as atividades em diálogo com quem vive e produz conhecimento no território, reconhecendo suas escolhas, sua autoria e suas formas de participação. A escola se faz nas relações que cada encontro permite cultivar.
Quer acompanhar a programação, propor um encontro ou imaginar uma parceria? Entre em contato com a Cazumbá.